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Crónicas do Whisky

Portuguese Finest

Isto até poderia ser um post sobre a seleção

Isto até poderia ser um post sobre a seleção

Hoje, jogou Portugal. Faria todo o sentido escrever algo sobre a seleção. Ou, sobre os adeptos em delírio com a seleção. Também, poderia ser sobre as várias publicidades que se veem na televisão e na internet.

Resumindo, poderia ser sobre um inúmero leque de temas que gira em torno da seleção.

Só que não é!

Abri a internet para ver o que se dizia sobre o jogo da seleção e deparei-me com um vídeo de uma jornalista que não se conteve de emoção ao ler uma notícia de última hora sobre a imigração nos EUA.

Eu, mesmo não querendo, não posso deixar de compara isto ao antigo regime Nazi. Eram os Nazis que separavam as famílias e os levavam para campos de concentração.

Neste momento, os EUA estão a ter a mesma politica nazi. Uma política baseada em racismo e xenofobia.

É daqueles casos em que as pessoas que tomam essas ações não têm consciência do seu passado histórico e familiar, ou não fosse o atual presidente descendente de imigrante. Nem sei se o podemos considerar assim, visto que ele foi considerado desertor na Alemanha em 1905, por não ter comparecido para o serviço militar e não ter notificado as autoridades da sua viagem para os EUA.

Outra das coisas que, também, não me admira, é o fato de os EUA terem recebido os cientistas nazis (aqueles que faziam experiências na área da física e aqueles que faziam experiências em humanos) e lhes ter dado a cidadania estadunidense.

Apesar de ser um choque grande este procedimento para com os imigrantes, deveríamos esperar que algo deste género se viesse a concretizar. As peças que montam este puzzle estavam lá, mas, quem elegeu, não quis montar o puzzle e não quis acreditar que a história se pudesse repetir.

Guantánamo, apesar de não ser do tempo de Trump, é um exemplo disso, de como o fantasma dos campos de concentração nazi, já pairavam sobre os EUA.

É uma situação que não fica indiferente ao mundo, crianças, de todas as idades, separadas dos pais, porque estes tentaram passar a fronteira, clandestinamente, em busca de melhores condições de vida, ou de, quem sabe, a promessa de um “el dourado”.

E este é o paradoxo da sociedade atual. Enquanto uns andam a gritar pelas respetivas seleções, outros andam a chorar pelos filhos que lhes tiraram e os levaram para campos de concentração.